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Joseph Capriati, conceituado Dj e produtor Italiano oriundo de Nápoles, é o primeiro entrevistado pela IDIOT MAG na secção de música. Actuando em Lisboa a 2 de Março no Op Art, e no dia seguinte no Gare Porto, pela segunda vez no evento Italian Business.
Agenciado pela Drumcode, de nomes como Adam Beyer, Marco Carola, Alan Fitzpatrick, Joseph já se tornou num dj muito acarinhado pelo público portugês. Fica aqui a entrevista.

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Idiot: Quais são as suas principais influências?
Joseph: Lembro-me de ter começado a interessar-me realmente por música em 1988-89, quando comecei a ouvir música house, especialmente artistas de Nova Iorque e Chicago como Master At Work, Todd Terry e Little Louis Vega. Interessava-me 100% por este estilo clássico de música house, mas também mais profunda como o deep de França. Também ouvia muito hip-hop e isso influenciou-me bastante no tipo de sons que tento produzir na minha música. Claro que também ouvia música pop e mais comercial,porque na altura não conhecia muita coisa underground, mas acho que foi importante porque gosto de ouvir todo o tipo de música. No que diz respeito ao techno, a minha maior influência têm sido artistas como Adam Beyer, Dave Clark, Chris Liebing, Jeff Mills e claro Marco Carola da minha cidade natal Nápoles.

Idiot: Qual é a sua música favorita actualmente? E a melhor alguma vez produzida?
Joseph: WOW… esta é realmente uma pergunta impossível para mim. Tenho a sorte de ouvir muita música diariamente e por isso é difícil escolher uma só como favorita. Neste momento, tenho de dizer que gosto muito do que o Marc Romboy está a fazer com o seu som muito electro-techno melodico. É bastante diferente do que tenho ouvido, mas é impossível escolher uma favorita que esteja a tocar actualmente. Do passado, é mais fácil escolher algumas por isso diria que as mais importantes para mim são Red de Dave Clark e Walking Contradiction de Adam Beyer.

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Idiot: Em que festa tocou que nunca vai esquecer?
Joseph: Acho que a festa que nunca vou esquecer é a primeira em que toquei numa grande discoteca. Foi na minha cidade, em Nápoles, em Outubro de 2007, numa discoteca chamada Golden Gate. Foi a primeira vez que toquei para 5000 pessoas. Antes tinha tocado para 1000 no máximo.
Fiz o set de abertura durante 2 horas até às 2 da manhã e toda a gente gritava e estava a vibrar. Foi simplesmente espectacular. Outras festas que me marcaram foi a primeira vez que actuei no Awakenings no Gashouder em Amsterdão e o primeiro Drumcode Total Party no Berghain em Berlim em 2010. Mais recentemente recordo-me do Festival Monegros, em Espanha, que foi espectacular e o Fabric em Londres, mas tenho tido a sorte de tocar nos melhores festivais e discotecas mas a primeira actuação no Golden Gate é a que recordo melhor.

Idiot: É a segunda vez que participa no evento Italian Business. O que pensa deste projecto?
Joseph: Nunca vou esquecer a primeira vez que toquei na Italian Business. Tive de vir de avião para Lisboa e de carro para o Porto, mas o voo foi cancelado e tive de esperar 10 horas no aeroporto de Roma. Acabei por chegar a Lisboa muito atrasado e fui de carro para o Porto em 2h. Cheguei à discoteca 15 minutos antes do meu set, sem tomar banho, passar pelo hotel ou jantar. Depois do set fui directamente para Lisboa de carro às 7 da manhã, por isso foi uma viagem louca, mas estava feliz porque a festa foi espectacular. A discoteca estava cheia e o equipamento era muito bom, por isso valeu a pena todo o esforço. Estou ansioso pelo próximo evento porque tenho a certeza que vai ser igualmente bom.

Idiot: Futuros projectos/lançamentos?
Joseph: Este ano não vou fazer tanta música. Tenho algumas coisas planeadas mas gosto de levar tudo com calma, organizado e bem promovido. Vou lançar outro EP na Drumcode, em colaboração com o Adam Beyer. Estou muito feliz por finalmente termos conseguido estar em estúdio com o Adam, porque já estivemos em muitos eventos ao mesmo tempo. Por isso, é óptimo lançar este EP com ele. Também estou a fazer dois remixes: um para Cari Lekebusch e outro para a editora do Paco Osuna, a Mindshake. Provavelmente vou lançar outro EP na Drumcode no Verão e estou actualmente a trabalhar no meu segundo álbum, que espero que saia na Drumcode no final do ano. Por isso, tenho de me concentrar no álbum.

Idiot: O que sente quando toca para o público português?
Joseph: Quanto toco em Portugal sinto-me como se estivesse a tocar em Itália, porque o público português também é latino. Cada vez que toquei cá fui muito feliz, porque o público é muito intenso e grita e reage e eu gosto disso. Divirto-me sempre e gosto das pessoas que vêm aos espectáculos e só tenho boas memórias das vindas a Portugal.

Idiot: Tem alguma mensagem para os fãs portugueses?
Joseph: Antes de mais, quero agradecer a toda a gente pela forma como têm recebido os meus lançamentos e a mim, quando venho actuar. Espero que os dias 2 e 3 de Março sejam espectaculares como da última vez que cá estive. Estou muito ansioso para vos ver a todos e I love you all!

Joseph Capriati February 2012 Chart

    1 Detroit Grand Pubahs – NvrSayNvr (Unsubscribe remix) Delicacies
    2 Marcel Dettmann – Duel 50 Weapons
    3 Shifted Gates -Mote Evolver
    4 Chris Colburn – Whipped 8 Sided Dice
    5 Pig & Dan, Mark Reeve – Origami Soma Records
    6 Paul Ritch – Shape Quartz Rec
    7 Kaiserdisco – Aymara Drumcode
    8 Joseph Capriati – Spring Sprouts Unrilis
    9 Octave One – Love And Hate (Cari Lekebusch remix) 430 West Records
    10 Joey Beltram – Psycho Bass R&S Records
Redatores: João Cabral e Nuno Dias