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O sonho e o inacreditável

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Chegando ao Forte de Santiago da Barra na bonita Viana do Castelo, percebe-se que quem aparece por lá só o faz porque gosta mesmo. Para alguns, torna-se uma passagem imprescindível – talvez sejam esses os verdadeiros amantes da música electrónica. Afinal de contas, quem pode vir com tanta vontade para um festival onde os concertos, como os estamos habituados a ver, sejam substituídos pelos CDJ’s e os vinyls, e que, através do poderosíssimo sistema de som, emana a todos os festivaleiros as melhores sonoridades do deep, ao tecnho e do techno ao minimal? Já para não falar da noite de abertura, que teve a ousadia de receber os melhores do drum and bass e dubstep. Aqui não há mesmo dúvidas: aqui há amor pela música, há o amor pelo dancefloor ao ar livre, carregado de “dancers” de toda a estirpe – do melhor ao pior – ninguém quer saber. Preferem pensar que a uns metros deles estão os melhores artistas a dar o seu melhor. “Parece um sonho”, dizia-se por lá quando Richie Hawtin entrou em acção. “Parece mentira”, dizia-se da actuação de Carl Craig. E na verdade, sonho ou mentira, quem lá esteve sabe como foi, o melhor festival de música electrónica não desiludiu ninguém e manteve-se, mais uma vez, fiel aos seus princípios fortes e com uma personalidade cada vez mais vincada, o Neopop orgulha-se de não participar no núcleo duro de festivais comerciais que decorreram durante todo o verão. Este festival conta já com um público fiel e bem estruturado, fazendo deste evento um autêntico lugar de peregrinação para os amantes da electrónica. Com noites marcadas pelos ritmos quentes e extasiantes e oferecendo manhãs de tonalidades ácidas e tons marcantes, o festival de Viana do Castelo conta ainda com um sunset durante todas as tardes do festival e um autêntico cardápio de after hours. É complicado descansar aqui, ninguém consegue parar com o programa festeiro elevado ao rubro com o sistema de som pronto para entrar nos ouvidos. Da frontline até às imediações ninguém fica indiferente a este “bichinho” musical, que, tal como o próprio slogan do festival o pede “feed it good”! E por todas estas razões a Idiot Mag apoia o Neopop Music Festival e deixamos em aberto uma ideia: fabricantes de óculos de sol, patrocinem este festival!

LOUNGE AREA IDIOT MAG

Não sendo nós imunes às coisas boas da vida, decidimos aceitar o desafio de estarmos presentes do Neopop Music Festival. E como o iríamos fazer? Depois de tanto pensarmos, encontramos a solução ideal para todos: uma lounge area, uma instalação no espaço, a carrinha da Idiot, sofás e a colaboração de Luio Onassis. Que resultado daria isto? Um ponto de encontro para os amigos, um lugar de descanso, de convívio, de relax num lounge cheio de imaginação, com uma instalação feita com muito amor. Tudo isto, enquanto ao longe se ouvia os melhores artistas até de manhã! Deu que fazer, mas podemos assegurar-vos de que valeu realmente a pena. E o Luio, onde entra? Entra pela carrinha mais famosa do festival – a carrinha da Idiot Mag – e pinta-a, à confiança, criando assim uma obra artística móvel, que tanto pode fazer parte da paisagem muralística do Neopop – também composta pelo artista – como ser de muitos outros ambientes.

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Instalações: Nuno Dias e João Cabral // Idiot Mag
Decoração – Inserralves jointventure – created by ID-L; Bicho Sete Cabeças and ByGG

Mais que isto? Só mesmo os chapéus que estavam à venda no nosso lounge, compostos também por Onassis (ver caixa 2). Quando em todo o festival milhares de pessoas percorriam o recinto com uma felicidade constante, encontravam o lounge da Idiot Mag e juntos faziam a festa ao som da melhor música. Bebia-se uma cervejinha e fumava-se um cigarro. Aqui os festivaleiros também precisam de um tempo de pausa: a luta que o festival oferece é enorme. Aqui fizeram-se amigos para toda a vida. E tal como este festival se tornará inesquecível, também esta lounge area da Idiot Mag ficará para a história. Como tudo o que fazemos, gostamos de o fazer bem. E cada vez melhor.

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fotografias: Idiot Mag ©

BONÉS LUIO ONASSIS

À parte de todas estas coisas, Luio enfrentou um novo desafio. A ele foi-lhe proposto dar nome e “cara” aos bonés que estiveram à venda na lounge area da Idiot Mag. E haviam de ver o sucesso que estes fizeram. Com o logótipo do artista e as iniciais XXX, os bonés, pretos ou vermelhos, acompanharam a cabeça dos muitos festivaleiros, criando assim uma onda de estilo com muita descontração. Por 20€ mais uma dose de grande diversão no espaco da Idiot Mag, era também dada a conhecer àqueles (poucos) que ainda não a conheciam o nosso conceito. Fica aqui em aberto aos leitores da Idiot Mag que enviem sugestões para as próximas vendas no lounge mais famoso de Portugal!

MURAL NEOPOP BY LUIO XXX

Quem entrava no recinto do festival dava logo conta da quantidade de cores que delimitavam o fim do festival. O que era? A “hall of fame”, como explica o artista Luio Onassis tinha reencarnado em forma de Luio XXX (leia-se Luio triple X). Esta variante de Luio era formada pela componente streetart do artista, que explica que ao longo de três anos, este é o segundo, quis compor um mural que realmente valesse a pena. No primeiro ano cores e mais cores e formas abstractas, este ano era a vez do lettering, composto pelo nome do festival, onde o artista tentou desmembrá-lo para fazer coincidir, não só com o estilo de música electrónico, mas também com o público que ali deambulava. Para o ano, a terceira e última parte será concluída. Até lá vamos imaginando como poderá ser…

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Texto: Mariana Ribeiro