PORTUGAL É UM CIRCO E, COMO TAL, TEM UMA ARENA DE LEÕES DOMESTICADOS, TEM OS TRAPEZISTAS E, CLARAMENTE… OS PALHAÇOS

O poder da palavra vai onde quisermos que ele chegue. A metáfora veste muito bem os conceitos mas, na realidade não os define. Digamos que desenha a cores tudo aquilo que a imaginação cria.

PORQUE NÃO PODEREI DIZER QUE ANÍBAL CAVACO SILVA É UM PALHAÇO? SE NA MINHA METÁFORA PORTUGAL É UM CIRCO, O ESPECTÁCULO MAIS ESPERADO É, EXACTAMENTE O DOS PALHAÇOS.

Da mesma forma que o Circo precisa deles, os portugueses também precisam, nesta altura, do seu presidente. Assim, os palhaços estão para o circo, como Cavaco para os portugueses. A liberdade de escrevermos é um ímpeto do espírito. Nada nos pode cortar a vontade. Ninguém tem o direito de calar aquilo que sentimos. Somos um país livre. Somos feitos de opinião e crítica por sermos pensantes. Evitá-lo é lutar contra a natureza do próprio homem.

palhacos
Censurá-lo é atirar o livre pensamento para o cativeiro e esperar que lá apodreça. Por certo, estarei a ser muito Cartesiano… no entanto, sempre gostei de alguma lógica quando existe a falta dela pelos piores motivos, os motivos da castração! Estaremos perante leis que protegem os políticos?
Sempre pensei que o princípio fundamental da igualdade, constitucionalmente previsto na Constituição da República Portuguesa (artigo 13º nr2) – e, como tal, inviolável – tivesse sido criado para não haver discriminação entre os cidadãos por variadíssimos aspectos, incluindo o cargo profissional que ocupam. Ora se ninguém está acima da lei, se ninguém deve ser privilegiado, beneficiado, prejudicado ou privado de qualquer direito (incluindo o de opinião), pergunto: como é possível este processo a Miguel Sousa Tavares?

Isto só mesmo num Circo, onde o palhaço que mais se esperava ser a salvação do mesmo, se mostra pobre e sem graça nenhuma! Um Circo que não foi salvo e olhem… afinal os PALHAÇOS SOMOS NÓS!

Texto: Rui de Noronha Ozório