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Olive Tree Dance

Com um EP “Urbano Roots” pela Optimus Discos e um LP “Didj Dance All Beauty!” pela Natural Groove Records, os Olive Tree Dance preparam-se para lançar mais um trabalho, “Simbology”, uma história musical “que define a quarta dimensão que é o Tempo”. Com sucesso no mercado internacional e a abrir portas em países diferentes – já tocaram na Irlanda, França, Itália, Estados Unidos, Brasil, Holanda, Eslováquia, Espanha e Índia – os Olive Tree Dance são os nossos convidados de honra a dar-nos música para Julho.

Idiot: Façam o favor de se apresentar aos idiotas mais desprevenidos.
OTD: Somos o Renato Oliveira, aka OLIVER, didgeridoo, 35 anos, licenciado em Gestão de Recursos Humanos na Lusíada, natural de Vila Real a viver no Porto; o Márcio Pinto,aka MAGUPI, multi percussão, 28 anos, licenciado em Percussão Clássica na ESMAE, natural do Marco de Canaveses, a viver também no Porto e o Pedro Vasconcelos, aka Xoben, baterista de 32 anos, do Curso profissional de Percussão na Escola de Música de Espinho, natural de Castelo de Paiva, a viver em Estarreja.

Idiot: Essa paixão pela música quando começou?
OTD: Surge quando não pensamos noutra coisa senão tudo o que tem a ver com música e a sua indústria como fonte de interesse recreativo. Quando na música se vê uma canal de criação e se consegue explorar a vida tal como ela é através deste fenómeno essencial e que nos move a todos sem excepção, que é criar.

Idiot: E a história do projecto Olive Tree Dance em concreto?
OTD:Surgiu de uma “jam session” no Festival Andanças de 2005. A onda explosiva foi tanta que foi necessário os seguranças do evento desligarem o PA para nós e o público termos que sair e parar com a festa.

Idiot: Que influências musicais e artísticas têm os elementos? Partilham todos o mesmo tipo de sonoridade como referência?
OTD: A nossa influência mútua é sem dúvida a electrónica onde há várias correntes rítmicas com a qual trabalhamos directamente que são o trance e o drum n’ bass. Depois bebemos de sonoridades mais heritage como por exemplo a música cubana, música africana mandinga, música aborígene australiana e música afro-brasileira. Como usamos instrumentos étnicos é-nos fácil misturar ambientes mais tradicionais com ritmos.

Idiot: Dentro dessa panóplia tão diversificada como definiriam o vosso estilo musical e sonoridade aos idiotas que ainda não vos conhecem?
OTD: Um estilo musical Pumping Percussive Didgeridoo e uma sonoridade Fusão Étnica.

Idiot: Que palcos e eventos mais vos deixaram saudade?
OTD: São muitos e é difícil saber quais são os top assim de repente, mas arrisco sendo o Boom Festival, Universo Paralello, quase todos os festivais de World Music em Portugal com preferência para o dos Açores, Maré de Agosto, Queima das Fitas do Porto – que teve um público inesquecível – e tantos outros como o Andanças 2008 que foi uma vibração top com um ambiente irado, sempre aos saltos com “moche” e “stage diving”… foi demais!

Idiot: E quais são as bandas com quem partilharam esses palcos que mais admiram?
OTD: Ponto de Equilíbrio, Terrakota, Blasted Mechanism, Linda Martini, Expensive Soul, Homens da Luta, Clã, Manel Cruz, Dub Fundation.

Idiot: Que tipo de público vos segue?
OTD: O nosso público é felizmente muito diverso, por isso sabemos que seja qual for a classe etária ou género, temos grandes hipóteses de satisfazer com o nosso espectáculo. Essencialmente quem nos segue é o público dos 14 aos 35 anos e é aquele que gosta de dançar e tem espírito aventureiro.

Idiot: E festivais em Portugal? Quais são no vosso entender os melhores?
OTD: Boom Festival, Cosmic Gate, Freedom, Freequency Festival, MED, Maré de Agosto, Ecos da Terra, Fatt, Festival Islâmico, Serralves em Festa.

Idiot: Arrisquem uma reflexão sobre o estado da música em Portugal.
OTD: É difícil falar sobre a indústria quando todos sabemos que indústria, seja ela qual for, em Portugal está em crise. Obviamente, que há sempre alguns que ganham oportunidade com isso, mas este fantasma só está a enfraquecer os mais fracos. Existem várias medidas que gostava que se implementassem em Portugal e que seriam benéficas para todos, uma delas seria aplicar uma lei que beneficiasse com redução de uma percentagem nos impostos a todos os promotores que contratassem ate 40 % de artistas portugueses no seu evento. Outra lei que obrigasse todos os locais de concerto com gestão de dinheiros públicos a contratarem todos os artistas nacionais registados na SPA, tendo em conta apenas a direcção artística.
De resto, acho que todos os artistas sentem o mesmo, que facilmente o mercado em Portugal se esgota e muito se repete nas programações, já para não falar que este mundo como vários outros mundos, está cheio de redes sociais que se favorecem mutuamente. Assim, para vingar é preciso quase sempre cair nas boas graças de alguém influente para que as portas se abram a uma velocidade razoável.

Idiot: Que música consomem? O que não perdem e o que adoram?
OTD: Compramos cds mas também os copiamos como naturalmente acontece nos dias de hoje. Há sempre aquele disco do amigo que de repente já está no nosso itunes (risos). Adoramos bom jazz, boa rumbada, bom afrobeat e não perdemos um bom músico que trabalhe grandes ilusões rítmicas e deliciosos ambientes.

Idiot: Projectos para o futuro enquanto banda?
OTD: Estamos com o segundo disco em processo chama-se Simbology e trata-se de uma história musical que define para nós a quarta dimensão que é o Tempo, que para os Maias era igual à Arte. E tal como eles usavam a Onda Encantada para estruturar o seu tempo de forma a evoluir espiritualmente, nós usamo-la para escrever uma música para cada estádio desse crescimento que corresponde a 13 etapas, desde o Propósito até à Transcendência.

Texto: Tish