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O Dr. Adrián e os 5 Senhores insere-se no âmbito da tese de doutoramento em Estudos Fílmicos de Francisco Moura Relvas, orientada pelo Professor Sérgio Dias Branco, da Faculdade de Letras de Coimbra.

O tema inicial da tese consistia na “a autenticidade da imagem enquanto obra ficcionada e/ou documental no cinema contemporâneo”, ou seja, “uma procura pela verdade na imagem em obras cinematográficas” – “a linha entre a ficção e o documentário tornou-se tão ténue que às vezes é difícil classificar o género de filme que estamos a ver, bem como a veracidade dos acontecimentos”. Foi nesse sentido, que Francisco decidiu abordar o tema da esquizofrenia – “por ser uma doença (mental) que aborda diferentes realidades e as une numa realidade só, tal como acontece no cinema actual, mas neste caso em relação aos géneros que deixam de ser tão canonizados para adquirirem um formato mais híbrido”.

Trailer "O Dr. Adrián e os 5 Senhores" from B'lizzard on Vimeo.

Nessa pesquisa por um tipo de género que englobasse vários géneros cinematográficos na mesma obra, Francisco descobriu um outro género: a não-ficção. “Os filmes do género não-ficção são obras apoiadas em fatos verídicos, onde a imagem muitas vezes é encenada com o objectivo de representar a verdade através dos depoimentos dos intervenientes. Este género foi extremamente importante para a produção desta obra porque permitiu-me classificar de uma forma justa e consensual o filme que queria realizar”.

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Em Janeiro de 2013, Francisco abordou o Centro Hospitalar Conde Ferreira, no Porto, e apresentou-lhes o projecto do filme que queria realizar, após algum tempo recebeu o aval da Direcção para produzir e realizar o seu primeiro filme.

Como ainda tinha uma ideia muito generalizada sobre a esquizofrenia, convidei o Dr. Adrián (na altura, Director Clínico do Centro Hospitalar Conde Ferreira) para ser o consultor científico do projecto, convite que aceitou de bom agrado.
“Inicialmente, a Direcção do hospital não deixava filmar as caras dos pacientes porque a maior parte dos pacientes não tinham capacidade para tomar essa decisão e era da responsabilidade do hospital protegê-los. Contudo, depois de visionar as primeiras imagens, o Dr. Adrián sugeriu filmar os pacientes que estivessem em regime ambulatório, porque eram, e são, pessoas com capacidade de decisão e conscientes dos seus actos. Foi então feita uma triagem dos pacientes em regime ambulatório, que frequentavam o Hospital de Dia, do Centro Hospitalar Conde Ferreira, e o resultado foram 5 senhores: o Senhor Abreu, o Senhor Alberto, o Senhor Bessa, o Sr. Domingos e o Senhor José Pedro”.

“Falei então com um amigo meu que produzia som, Tomás Gamboa, para me ajudar a produzir o filme, nomeadamente o som. A partir daí, o Tomás e eu, tivemos em rodagem desde Abril de 2013 até Setembro de 2014, não descurando a montagem durante esse tempo”.

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“Como queríamos divulgar e promover o filme da melhor maneira e como não tínhamos mais dinheiro para injectar, em Novembro de 2014 apresento uma primeira montagem do filme a uma produtora em Lisboa (B-Lizzard), com o objectivo de financiar a pós-produção do filme.”

Foi então na B-Lizzard, que Francisco fez os ajustes finais no filme, desde Dezembro de 2014 até Abril de 2015, sobretudo na montagem, correcção de cor, mistura final do áudio, e também toda a promoção e divulgação do filme para festivais nacionais e internacionais – que é o patamar onde o filme se encontra neste momento.

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Mais informações no evento do Facebook.