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Humberto Matias

Idiot: Recentemente atuaste num dos melhores festivais Europeus, o Amsterdam Open Air, num cartaz onde figuravam nomes como Todd Terry, Derrick May, Hercules & Love Affair, Aeroplane, etc…Como tem sido a experiência de atuar neste tipo de eventos?
Humberto Matias: É sempre bom ser convidado para este tipo de eventos, embora talvez me sinta mais à vontade em clubes. Apesar de me tentar adaptar da melhor forma à festa em questão, sempre preferi um ambiente mais intimista onde possa ser mais livre nas escolhas.

Idiot: Alguma outra festa ou evento que queiras realçar num passado próximo ou futuro?
Humberto Matias: Felizmente tenho sido convidado para ótimas festas e eventos nos últimos meses. Adorei por exemplo, a festa durante a tarde em São Paulo no MIS (Museu da Imagem e do Som). Eu era o único convidado, e passei música cerca de 6 horas para mais de 2000 pessoas. Foi a minha primeira vez no Brasil, e excedeu as minhas melhores expectativas. Irei voltar para um novo mini tour em Novembro.
Depois temos a incontornável cidade de Berlim.. No último ano creio que que lá estive por umas 3 vezes, e sinto que neste momento é a cidade do momento na Europa. Tudo lá se passa desde música a artes, e todos os dias se podem encontrar os artistas mais interessantes da atualidade. O clube que costumo tocar, Salon Zun Wilden Renate, tem lie pus surreais e fica aberto tipo 24H todos os fins de semana com todas as salas cheias durante todo o tempo.
Outro ponto alto foi o meu regresso ao Dubai. Por incrível que possa parecer, eles estão por la a criar uma cena sólida e é ja um dos pontos obrigatórios da musica de dança. O clube chamado 360º, fica situado literalmente no meio do mar e tem um dos melhores sistemas de som que ja ouvi (e é ao ar livre..) – embaraça grande parte dos sistemas indoor que ja ouvi.
Por cá divirto-me sempre no Plano B ou na Casa da Musica / Trintaeum – são dos poucos espaços resistentes a uma determinada corrente ou ao som do momento. Ambos promovem não um estilo apenas, e pode-se ouvir e passar um pouco de tudo.
Quanto ao futuro, estou mesmo ansioso por finalmente ir ha Austrália. Fui convidado por diversas vezes, mas por um ou outro motivo, acabou por não acontecer.

Idiot: Passando para uma área mais técnica, que equipamento costumas usar nas tuas actuações?
Humberto Matias: Continuo fiel ao vinil, por isso não dispenso dois gira-discos. É o formato que me sinto mais confortável e permite-me partilhar algumas das minhas descobertas pelas caves, feiras e lojas em segunda mão do mundo.
Uso também cd’s, especialmente para passar coisas que vou recebendo bem como algumas das minhas produções.

Idiot: E no estúdio?
Humberto Matias:Eu comecei como, julgo eu, grande parte dos produtores de música de dança da ultima década – com um computador e uns samples. Rapidamente percebi as limitações deste setup, e comecei a investir em sintetizadores, drum machines, e outro hardware clássico, o qual me permitiu atingir o som mais orgânico que procurava. É também mais divertido todo o processo.

Idiot: Quais são os teus planos para 2013, “o ano da criatividade”?
Humberto Matias:Fazer melhor música! Creio que a cada dia que passa me sinto mais exigente comigo próprio, daí o meu volume de edições ser menor que anteriormente, no entanto até ao final do ano tenho um original a sair na editora belga We Play House e duas remisturas. Uma para o Munk, outra para um original de 1990 editado na TINK!, (as remisturas serão editadas também na TINK! / Tomorrow is Now Kid!). Tudo isto terá edição física (vinil) e digital.

Entrevista: Bernardo Alves // Fotos: Julie Leite