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Chegam em barcos precários e com a saúde deteriorada, trazem doenças exóticas e quando chegam a terra levam tudo à frente! Querem apoderar-se do nosso estilo de vida roubar-nos as casas, explorar os nossos recursos e impingir-nos a sua religião…!

refugiados

Assim foram os Descobrimentos portugueses. Feito heróico que 500 anos depois ainda faz as maravilhas do orgulho nacional. Mas falando de coragem marítima, que tal embarcar num chinelo havaiano superlotado rumo ao desconhecido carregando ao invés de nobres medalhas d’el rei, o desprezo e desrespeito da terra que nos viu nascer? Tudo isto a par de uma preparação mental para uma de todo provável dose de vergastada face a remota hipótese de chegar são e salvo a terra? Se isto é não é coragem, certamente só pode ser querer viver à custa dos outros!

Os portugueses estão com medo. A ideia de ir roubar para outras terras é nossa, além disso, os últimos anos tornaram-nos peritos em matéria de migração com “E” ao ponto de se ponderar a hipótese de erradicar a versão com “I” naquela nossa edição periódica chamada “o acordo ortográfico”.
A crise, no fundo, está a fazer-nos bem. Que nem um teenager confuso, Portugal está a crescer e a começar a conhecer-se, começa a explorar os seus orifícios mais recônditos e a sacar de lá o cotão enrodilhado que desde o 25 de abril não via a luz do dia. De facto, não sabia que ainda havia tanto fascismo dormente, ou será só inveja? Oh como almejam eles pelo dia em que Portugal é tomado pelo conflito e a Alemanha, alta e loira, montada em cavalo branco os surrupia ao rendimento de inserção social e os leva para o seu reino de salários justos, salsichas e regalias laborais!
Mas se é eficiência que querem, vamos a contas:
A Alemanha vai abrir os cordões à bolsa e vai gastar 6mil milhões de Euros com os 800 mil refugiados que irá receber. Em Portugal ainda ninguém fez as contas, pelo menos oficialmente, por isso, ofereço em primeira mão a melhor economia de algibeira feita em cima do joelho com base na mais alta tecnologia da regra de 3 simples :
Na eventualidade de seguirmos o exemplo alemão, recebendo os nossos previstos 3.071 refugiados gastaríamos cerca de 23.032.500. euros, ora isto dá na pior das hipóteses 7.500 euros por refugiado. Quais as extravagância a que um refugiado se pode oferecer com esta soma, não sei, mas a nós são 23 milhões de euros que nos saem do bolso… Em Portugal estes números não nos assustam, já estamos habituados a dar mão pacificamente destas quantias para auto estradas, submarinos, piscinas em condomínios de luxo e recibos mal justificados de “manutenção de património do estado”. Agora, gastos com habitação, educação, higiene e saúde???
Parece-me que se calhar os nossos esbanjamentos foram um pouco mal direcionados. Vejamos o caso José Socrates que durante anos fez desaparecer 24 milhões de euros em apartamentos de luxo, contas offshore e viagens para Paris e agora lhe caem-lhe todos em cima só porque pediu uma pizza. Fosse ele o Schindler e só aqui já tínhamos 3.200 refugiados amortizados. E por falar em coisas inconvenientes que dão à costa, porque não mencionar os 34 milhões aplicados nos submarinos ? Fazendo o câmbio rendiam uns 4 mil refugiados. Não ocupavam tanto espaço e não precisavam de tanta manutenção.
Tendo tudo isto em conta parece-me um investimento bem mais seguro e sensato aplicar dinheiro na saúde e bem estar de possíveis cidadãos do que estar a enfia-lo no banco que hoje em dia nunca se sabe onde pode ir parar.